EaD, Educação, tradução

Tradução de capítulo do livro EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA ONLINE: construindo uma agenda de pesquisa

Será lançado no 21º CIAED – Congresso Internacional ABED de Educação a Distância a tradução do livro  livro EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA ONLINE: construindo uma agenda de pesquisa, dos pesquisadores Olaf Zawacki-Richter e Terry Anderson, destinado a ser referência na área da EaD. Organizado pelo professor, pesquisador e escritor João Mattar, integrei o grupo de profissionais brasileiros e outros países que trabalhou desde Março num esforço de tradução coletiva, visando transpor para o português esta obra importantíssima para a Educação a Distância.

Fiz a tradução do capítulo Desenvolvimento Profissional e Apoio ao Corpo Docente, da pesquisadora australiana Margaret Hicks, que aborda as questões de pesquisa e o conhecimento acumulado pelas pesquisas relacionadas com o desenvolvimento do corpo docente. É claramente perceptível que o ensino eficaz exige professores eficazes. Ironicamente, muitos professores na educação superior, especialmente aqueles que ensinam a distância, são eles mesmos usuários inexperientes da rede, que trazem muitos dos medos, inibições e perplexidades dos alunos quando expostos pela primeira vez a contextos de ensino diferentes, mediados e em rede. Isso, é claro, traz oportunidades e desafios enquanto os professores experimentam o impacto negativo dessas novas ferramentas simultaneamente com os alunos. No entanto, este papel inerente de “companheiro de viagem” não é familiar para muitos professores, cujo considerável esforço e tempo gasto na aquisição e produção de conhecimento dão a sensação mais de ser um especialista no assunto do que um iniciante.

livro

Hicks começa o capítulo lembrando-nos que a expressão e as atividades conhecidas como educação a distância estão mudando continuamente. A chegada recente de contextos de aprendizagem híbrida, onde partes de uma sequência de aprendizagem são apresentadas online e partes presencialmente em sala de aula, demonstram que todo professor — mesmo aquele que não se vê como educador a distância — é obrigado a adquirir muitas, se não a maioria das habilidades de um professor que ensina a distância. Assim, existe a necessidade de um estudo qualitativo profundo do que significa, para a imagem profissional e a eficácia pessoal, uma transição da sala de aula presencial para um professor “híbrido” ou totalmente a distância.

Apesar da ênfase na mudança e na transição que marca a profissão e esse capítulo, Hicks tem o cuidado de desempacotar a função histórica e os resultados do desenvolvimento do corpo docente, que amadureceu como um recurso de apoio profissional em muitas instituições de ensino. Apesar da expansão de programas formais, avaliações e associações para apoiar o desenvolvimento profissional do corpo docente e funcionários de centros de desenvolvimento de ensino, Hicks observa que há muito pouca pesquisa sistemática sobre a eficácia dessas intervenções e serviços de apoio. Ela oferece uma visão geral do primeiro estudo em grande escala sobre a postura e experiência do corpo docente no ensino online, notando que os resultados desse levantamento apontam para uma série de questões importantes não respondidas. Estas incluem a necessidade de compreender melhor as características, origens e conjuntos de habilidades daqueles que estão na linha de frente do ensino online; as suas competências e necessidades profissionais; os vários tipos, custos e modalidades de oferta e as iniciativas de formação e apoio que são postos à sua disposição; e a eficácia do custo e tempo dessas intervenções. Finalmente, talvez de maior importância (mas igualmente desafiador para responder) seja a questão de saber se as atividades de desenvolvimento profissional formais realmente afetam o aprendizado do aluno.

Apesar do aumento do número de centros que empregam equipes dedicadas ao desenvolvimento profissional, há evidências de que a maior parte da aprendizagem profissional acontece informalmente em uma comunidade de prática, na qual professores compartilham, criticam, aprendem e ajudam uns aos outros enquanto estão envolvidos em suas vidas de trabalho diário. As oportunidades para o envolvimento em tais comunidades são, no entanto, muitas vezes reduzidas quando os professores são distribuídos por grandes áreas e boa parte deles é composta de trabalhadores em tempo parcial, com limitado acesso a serviços e integração com a instituição de ensino online por quem eles são empregados. Será que as novas ferramentas da Web 2.0 e redes sociais, tais como os serviços públicos (p. ex., LinkedIn e Facebook, ou equivalentes institucionais, como Elgg ou WordPress), serão capazes de apoiar as comunidades de prática entre esses professores amplamente dispersos, mas altamente ligados em rede?
(tradução da Introdução por João Mattar)

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