Geração Y, milennials, multipercepção, multitarefa….. São esses os termos mais utilizados para descrever a geração de jovens e as supostas habilidades de quem nasceu em plena era da Internet e que tem hoje, em média, de 15 a 18 anos. E que, a despeito de terem á disposição informação fácil e em grandes volumes, revelam também muita dificuldade de transformar este potencial em conhecimento. A diferença entre os termos DADO, INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO pode explicar parte do fenômeno.
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DADOS são os registros soltos, aleatórios, sem quaisquer análise. São a base da informação mas, sem tratamento ou correlação, não representam nada (SILVA, 2007).
INFORMAÇÃO é a estruturação desses dados, relacionando-os e predispondo-os à produção de conhecimento
Tanto a informação é importante e um bem comum, à qual todo cidadão deve ter direito/acesso, que a Lei Federal do Acesso à Informação (BRASIL, 2010), pode levar à socialização das oportunidades, mas não leva, por si só, ao conhecimento e a oportunidades iguais.
Já CONHECIMENTO é a informação processada e transformada em experiência pelo indivíduo. É a capacidade de processamento da informação, filtrada e enriquecida pelas experiências individuais que permite agir e até prever antecipadamente o resultado da ação.
Portanto, é uma tolice imensa achar que os indivíduos de hoje tem alguma vantagem per si em relação aos indivíduos de, por exemplo, de 2 ou 3 décadas atrás. Podem ter, mas isso é uma possibilidade que apenas a transformação da informação (que existe às pencas por aí) em conhecimento pode garantir.