Aprendizagem móvel, tecnologias digitais

TECNOLOGIA e EDUCAÇÃO: o que muda?

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Pela primeira vez na história, a geração atual não depende da geração anterior para acessar informação e transformá-la em conhecimento. Mais do que isso: novas gerações apresentam desenvoltura e familiaridade com os dispositivos tecnológicos atuais que boa parte dos indivíduos da geração anterior, incluindo professores, dominam de modo rudimentar ou não dominam. Como acessar informação e transformá-la em conhecimento são dois processos completamente distintos, derivam daí as intensas discussões que dominaram a  década passada e continuam atuais sobre o papel do professor e as habilidades que este deve desenvolver para desempenhar de modo adequado sua tarefa de ensinar (ou melhor, orientar o aprendizado, já que este é um processo interno do indivíduo [Piaget, 1975]) , pois as informações não mais estão sob controle exclusivo do docente.

Portanto, ainda que o assunto tenha sido muito debatido, compartilho o material da Replay4me, empresa mineira criadora de material digital para a educação. O material pode ser utilizado como ponto inicial ou até aprofundamento das discussões sobre o que muda no papel do professor e do aluno quando o assunto tecnologia na educação está em pauta.

Para aqueles que já estão mais aprofundados no assunto e gostariam de um viés mais prático, sugiro o artigo sobre a utilização de tablets na educação apresentado no CAVA 2015 (Congresso Internacional de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Adaptativos e Acessivos) e a minha dissertação de Mestrado sobre Aprendizagem Móvel, publicado na revista RENOTE (Revista Novas Tecnologias em Educação) da UFRGS.

Ainda sobre a formação docente em Tecnologia Digitais, meu artigo Aprender para Ensinar, sobre a formação docente inicial em tecnologias digitais (UFPEL) demonstra a importância de um currículo formativo inicial de docentes que contemple as tecnologias digitais. Investiga-se qualitativamente como ocorre a formação docente inicial para utilização pedagógica das tecnologias digitais por meio de entrevistas qualitativas com professores e análise dos currículos das instituições formadoras. Os resultados apontam que os cursos de formação docente não incluem no currículo de forma suficiente disciplinas específicas de utilização pedagógica das tecnologias digitais e, quando o fazem, não focam na aplicação pedagógica. Este estudo é mais um alerta para a atualização dos currículos iniciais de formação docente, de modo a colaborar na efetividade dos programas de inserção tecnológica digital nas escolas brasileiras.

Uma última observação sobre o material da Replay4me postado dá conta de que  termo “novas tecnologias” já está em desuso há bastante tempo. Haja visto o surgimento das tecnologias informática e telemática nos anos 40/50 e sua popularização a partir de meados dos anos 80, 30 anos já é tempo suficiente para desmerecer o termo “novas”. Nem mesmo TIC ou NTIC contemplam adequadamente o termo. Considero que “tecnologias digitais” é mais atualizado e adequado.

Um abraço a todos e boa leitura.

 

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