AAA

A discussão sempre é saudável. Quando encontramos alguém que pensa diferente de nós – e nos dispomos a ouvi-lo com atenção – isso nos leva  a analisar um assunto de outra perspectiva, diferente daquela a qual já estamos acostumados. E isso permite um perturbação e um posterior realinhamento do conhecimento que nos permite aprender, como já bem dizia Piaget desde 1975. Isso me ocorreu ao ler esta entrevista de Daniel Burgos que, embora tenha sido de dois anos atrás, levanta algumas questões que devem ser pensadas sobre os MOOCS (Cursos MAssivos Online) e os REA (Recursos Educacionais Abertos).

Para os leitores não familizarizados com os termos, Curso Online Aberto e Massivo, do inglês Massive Open Online Course (MOOC), é um tipo de curso aberto ofertado por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos. MOOC é um desenvolvimento recente na área de educação a distância, e uma progressão dos ideais de educação abertasugerido pelos REA – recursos educacionais abertos. Embora o projeto e participação em um MOOC possa ser semelhante ao de um curso em uma faculdade ou universidade, os MOOC normalmente são gratuitos e não exigem pré-requisitos. São ofertados para um grande número de alunos e possuem grande quantidade de material.  O MOOC tem como raízes o movimento dos recursos educacionais abertos e do conectivismo. Mais recentemente, uma série de projetos de MOOC têm surgido de forma independente, como Coursera, Udacity, OpenClass e EDX. 

Na discussão sobre a validade ou não dos MOOCs e REA, não estou afirmando que os MOOCS não tenham problemas, que estes são uma revolução, em si, ou que Daniel Burgo tem razão. O que proponho é um convite a olhar os avanços na área educacional de uma perspectiva diferente, que desacomode um pouco aquilo que podemos ter como certo.

Como sempre, seus comentários são muito bem-vindos! Boa leitura.

Prof. Me. Claudio Lima