Cibercultura, Computação, EaD, Educação, Mídias na Educação, Redes sociais na web

SINAIS DO FUTURO IMEDIATO II: plataformas e redes (e educação)

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Esta postagem inspira-se nas ideias de Sílvio Meira (leia antes o post imediatamente anterior clicando aqui),  cientista pernambucano que já rompe as convenções  pelo seu visual estilístico de escrita à la Saramago, possível de ser constatada no genial e quase obrigatório blog dia-a-dia, bit a bit, espaço no qual Meira desfila suas ponderações, elocubrações e ideias sobre tecnologia, sociedade, mercado, criatividade e outros tantos temas. Na sequência de seus posts que ele denominou SINAIS DO FUTURO IMEDIATO, inicia explicando o “imediato” do título da seguinte forma: “é que o imediato é o que vai se dar nos próximos poucos anos, digamos 1, 3, ou 5. e o futuro pode se dar a qualquer tempo, entre amanhã e o fim do mundo“(MEIRA, 2016).

Para além da definição de mercado em rede como a mera transposição de ofertas físicas para o mundo online (possibilitar processos de escolha, compra e entrega virtuais), é enfatizada a capacidade dos agentes (compradores e vendedores) em investir em conexões que habilitam sua capacidade de se conectar e se relacionar com terceiros, potencializando transações. Para além disso, os mercados em redes atuais possibilitam aos consumidores fazerem mais que apenas comprar: eles podem influenciar a manufatura, a distribuição, o feedback do produto de forma inimaginável antes. E a adequação, para aqueles que almejam sucesso, é vital.

E quanto às plataformas? Baseado em Bouchek e Choudary (2013), o autor acredita em plataformas como ambientes digitais  que habilitam conexões para atrair produtores e consumidores, que irão criar e trocar valores em seu ambiente : 1. CRIAR CONEXÕES simples e efetivas para participantes de uma rede serem capazes de compartilhar [conteúdo, produtos, serviços, bens,…] e transacionar; 2. ATRAIR PRODUTORES E CONSUMIDORESpara agregar valor à rede e 3) HABILITAR FLUXOS [de informação, transações…] de co-criação e troca de VALORES para cada um e, ao mesmo tempo, grupos e até todos os membros da rede.

Baseado em Hagel et al (2016), Meira complementa que:
” plataformas devem ter uma 4. faceta social, a rede de conexões e relacionamentos que vão possibilitar interações e as construções sociais e de conhecimento coletivo; outra, 5. de agregação, para trazer usuários e suas demandas, mais os produtores e seus recursos para o mesmo ambiente, habilitando suas transações; uma terceira, 6. de mobilização, provendo um ambiente que facilita a ação em conjunto em temas de interesse comum… e, por fim, a 7. faceta de aprendizado, que realimenta todas as outras, onde a plataforma serve como infraestrutura para criação de oportunidades de aprender e evoluir, quase que necessariamente em rede” (MEIRA, 2016).

Como sugestão, Meira propõe que você analise as plataformas utilizadas regularmente e verifique quantas destas 7 características essenciais para plataformas sustentáveis já estão rolando, e em que intensidade e competência.

“...se você não descobriu mais de duas, no máximo três, rolando na sua plataforma predileta, saiba que ou ela vai evoluir rapidamente para cobrir o espectro desenhado acima ou, no médio ou longo prazo, ela será substituída por outra que dará conta do verdadeiro tamanho do problema” (MEIRA, 2016).

Finalizando, já que todos sabem que o assunto deste blog é, preferencialmente, educação, ainda que analisada em todas as suas imbricações com o espectro tecnológico e social que compõem o cenário, perguntarão: e daí? o que educação tem a ver com isso?

Educação, como tudo o mais que é analógico neste início de século XXI, converge para uma convivência inicial híbrida com tecnologias (com posterior desdobramento ainda não claro), e a EaD  configura apenas a faceta mais visível desse movimento. E, muito além da questão financeira (quase heresia mencioná-la em se tratando do campo educacional, muito embora saibam todos que a questão monetário existe e, mais, é determinante em muitos aspectos), está a questão da qualidade.
Não há como mensurar e promover qualidade em educação, principalmente, mas não só, EaD, sem considerar as características e ações das plataformas e seus agentes. 

E você, o que acha disso?
Leia, sugira, debata e compartilhe.
Um abraço e um conectado 2017 a todos

 

(Texto integral de Sílvio Meira disponível aqui).

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