Crônicas/Opinião/Autores, e-government, Economia & Política, Educação, governo eletrônico, tecnologias digitais, TI, tics

EDUCAÇÃO: política de Estado ou estado da política?

bbb    Iniciar o primeiro post do ano tratando de assuntos polêmicos não parece ser uma boa ideia, mas como fugir dos problemas também não o é, vamos à pergunta que catalisou o braistorming expresso neste post, junto com boa dose de opinião, pessoal, é verdade, mas temperada por 20 anos em sala de aula: por que os estudantes brasileiros vão tão mal em testes de avaliação de APLICAÇÃO do conhecimento que adquirem na escola?
Largue as pedras, porque nem estou falando do PISA, por vezes denominado “fora de contexto” para medir a educação brasileira, mas contextualizado o suficiente para o resto do mundo, como se o Brasil fosse um universo particular. Estou falando do uso prático do conhecimento que se construiu na escola, mesmo, e não só repetição. Uso prático esse que possibilita fazer perguntas inteligentes e utilizar o que se aprendeu para solucioná-las: isso é conhecimento, todo o resto é decoreba inútil.

Consciente de que a resposta é complexa e pensando além das alterações em currículo e design das formações (ainda que importantes), a qualidade continua baixa porque não se atacam as questões estruturais. Enquanto isso, o discurso de melhorias…..fica só no discurso

Direcionando a análise para o ponto central, os estudantes vão mal porque educação não é prioridade. Se investe pouco porque é uma opção política. Além do mais, educação e tratada como política de governo e não como política de Estado. A diferença? A cada nova eleição, os governantes eleitos desmontam toda a estrutura educacional anterior e recomeçam do zero, quase sempre a partir de concepções de gestores indicados politicamente, ao invés de técnicos no assunto.

Francamente, é possível evoluir assim?

Vontade política que possibilitasse investimento REAL em educação promoveria formação docente qualificada, quer dá ferramentas ao docente para fazer mais com menos, e participação das famílias na vida escolar, desonerando o sistema de ensino da responsabilidade exclusiva no desempenho dos alunos.

Eu acrescentaria ainda a tecno-cereja do bolo: utilizar a tecnologia não só para registrar, mas analisar de forma moderna e transparente o desempenho dos alunos (isso, sim, uma aplicação eficiente de e-government) mas também utilizar os canais que já existem para pais e responsáveis acompanharem e verificarem o desempenho dos alunos, dialogando com o contexto escolar. Certamente não resolve tudo, mas resultados palpáveis surgiriam muito mais pela reviravolta na estrutura do que nas (intermináveis) discussões sobre currículo, normalmente conduzida por políticos que, do tema educação, entendem de muito pouco a quase nada. A não ser, claro, que sem educação de qualidade é infinitamente mais fácil manipular pessoas e manter seu status quo intocado. 

E você, o que acha disso?
Curta, compartilhe, divulgue.

Um abraço e bom 2017 a nós todos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s