Educação, ensino superor, tecnologias digitais

O QUE ENSINAR para as NOVAS GERAÇÕES?

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           Fazer previsões é uma tarefa arriscada. Ainda assim, dado o contexto de mudanças intensas e frenéticas que têm lugar na contemporaneidade, tornam-se imprescindíveis duas tarefas: reconhecer que não sabemos como dar conta de como ensinar alunos que viverão mais de 100 anos e que terão trabalhos que ainda nem foram criados e reconhecer também que essa tarefa de transformar a educação deve ser feita. E quanto antes começarmos, melhor.No diagrama preparado  pela Singularity University, estão 3 pilares que demonstram como é a educação hoje (com suas disciplinas tradicionais, mais ou menos as mesmas em todo o mundo), as competências necessárias para resolver problemas complexos (não contempladas pelo ensino tradicional (denominadas 4C: Comunicação, Criatividade, Colaboração e Pensamento Crítico) e, no terceiro pilar, as habilidades que alunos, profissionais e empreendedores deverão apresentar num futuro relativamente próximo, como adaptabilidade permanente, iniciativa e curiosidade.

       Tanto para alunos do ensino básico e fundamental, quanto para a formação profissional universitária, que formam a futura geração de trabalhadores, são raras as escolas e universidades que contemplam o preparo para novos cargos e funções que começam a aparecer nas mais diversas indústrias e áreas de atividade do mercado de trabalho. Dois exemplos parecem apontar o caminho: a Universidade Singularity, que fica dentro de uma base de pesquisa da Nasa, no Vale do Silício, o mais conhecido centro mundial de inovação na Califórnia, Estados Unidos, e a Finlândia, país que iniciou há alguns anos uma total transformação de seu ensino básico escolar, buscando eliminar todas as disciplinas tradicionais de sua grade curricular, fundamentando toda a dinâmica de aprendizado inicial das suas crianças no métodfo 4 C acima mencionado.

        A ideia que fundamenta a base de toda essa nova concepção é que não haverá cursos e treinamentos com começo, meio e fim, porque nada em verdade terá fim. O conceito de que um conhecimento é definitivamente transmitido e aprendido não caberá mais: o conhecimento e o aprendizado são constantes, e portanto, sem fim. Isso implica em escolas e universidades completamente diferentes das que temos hoje, se é que elas existirão neste formato, no futuro. O ensino e o treinamento devem deixar de transmitir conhecimentos estáticos: na economia em permanente transformação, conhecimento estruturado e padronizado por disciplinas não auxiliará em quase nada. A sociedade será muito mais fluída, a aceleração das inovações será muito maior do que já é e adaptar-se a esse cenário instável é o grande desafio a ser vencido. Na formação profissional ocorrerá a mesma coisa. Num mundo em constante transformação, o aprendizado permanente é o oxigênio sem o qual as pessoas – e as empresas – não conseguirão sobreviver.

No atual momento, não temos como saber onde tudo isso vai dar. Mas reconhecer as deficiências do ponto em que estamos hoje, com a  mente aberta para entender que este caminho já começou – enão terá volta – já é algo substancial.

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Até a próxima

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